Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Licor de bolota

 

 

Hoje, à tarde, pensei ir treinar.

Chovia uma chuva miudinha e persistente. Gosto de sentir a chuva no rosto, tal como gosto dos raios de sol, mas hoje chovia...que fazer, além de "saborear" a chuva? 

A caminho de casa ia sorrindo, sozinha, ao pensar em como devo ser diferente da maioria das mulheres da minha idade. As minhas colegas barafustam quando chove esta chuva "pegajosa". Dizem que os cabelos ficam horríveis, que detestam ir ao cabeleireiro nestes dias, que vão ter de voltar no dia seguinte, enfim... elas lá têm as suas razões. Eu acho-as sempre lindas e perfeitas; não lhes noto diferença alguma com chuva ou sem chuva.  Até há quem se escandalize quando digo "vou correr".

Vinha decidida. No entanto, como no treino de ontem me doeu a perna e a lesão está longe de estar curada e, ainda, como tenciono voltar rapidamente às corridas, resolvi deixar a corridinha para amanhã.

Fui fazer algo muito parecido com um treino: "treino" na arte de fazer licor.

Tenho na despensa várias macerações à espera da preparação final: de laranja, de tangerina, de bolota, de noz, de limão...

Resolvi preparar licor de bolota. Tinha apanhado a bolota há uns meses atrás, em terrras alentejanas e aguardava desde essa altura oportunidade de, num passo de magia, passar a ser um néctor suave e espirituoso. Só podia resultar num excente licor.

Coei a aguardente onde estava a bolota, fiz um ponto pérola com açúcar amarelo, acrescentei a aguardente pura...misturei. Voltei a coar... O meu licor ficou quase pronto. Quase, porque agora tem de repousar. Depois voltarei a colocá-lo noutra garrafa que, entretanto, terei de pintar. Aí sim, estará pronto a ser servido.

Este irá juntar-se a um de noz que já fiz e que mereceu aprovação dos "especialistas".

Como me ofereceram um lombo enorme de javali, lá teremos de fazer o "sacrifício" de o comer, bem "regadinho"...entre amigos... e, no final, darei a provar o meu "sensacional" licor de bolota. Bem a propósito, não acham?

Em dias de chuva ou em dias de sol, sempre se pode viver intensamente. Não me permito desperdiçar um minuto que seja!

E amanhã, sem me importar com a chuva no cabelo, irei correr.

A.P.

 


Desabafos de alemvirtual às 21:15
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Noite e lágrimas

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Noite dentro…não dormia.
 
Saí para o terraço e olhei para o céu nocturno. E ali me permaneci, contemplando o manto aveludado, negro, ornado por milhões de pontos luminosos, estrelas, constelações e tantos corpos celeste que desconheço, que não vejo, mas acredito existir.
Senti-me só. Talvez a noite exacerbe os sentimentos, fomente sonhos, amplie angústias e liberte emoções amordaçadas. Creio que a noite sempre foi pródiga nos meus desânimos. Escapam, sorrateiramente, os pesadelos acorrentados e povoam o meu pequeno mundo.
 
_ “Mãe, tenho pesadelos. Acordo de noite a chorar e a gritar. Mas o pesadelo maior é mesmo quando acordo. É horrível acordar.”
 
À luz do dia os pesadelos nocturnos tornam-se realidade, quase palpáveis. Desperta-se para uma vida ameaçada. Prepara-se mais uma luta, na qual se coloca toda a nossa energia, até à exaustão.
 
A noite, companheira eterna dos solitários, guardiã fiel de terrores nocturnos.
Impossível não estar só. Os pesadelos não se partilham, não se verbalizam. Receamos ganharem vida própria.
No pensamento desfilam cenas dos últimos anos da nossa vida. E dói.
Penso que, um dia, gostaria de dar a conhecer a tua vida. Mostrar ao mundo o teu testemunho de luta pacífica, de coragem inabalável, de vontade de viver.
Por vezes, pergunto-me (tal como tu) “Porquê?”. E desconheço a resposta. A tua máxima ambição era, e é, teres “uma vida normal” (são estas as tuas palavras). E em tão grandiosa ambição, percebo o quão singelo e humilde é esse desejo. Não te posso dar. Não está ao meu alcance. Fosse possível e eu iria, ao fim do mundo, buscar essa vida para ti.
 
Entre a infinidade de conversas, situações, sorrisos e lágrimas que acorreram ao meu pensamento, esta noite, lembrei-me de uma pequena história, grande lição de vida, que uma professora minha, há muitos anos, contou. Ela era freira - Irmã Didi, como carinhosamente lhe chamávamos- e tinha sempre algo a dizer, a acrescentar aos saberes que transmitia:
- “Um rapazinho andava na escola, mas todos os dias, chegava a casa tristonho e chorava.
A mãe perguntava-lhe a razão daquela tristeza.
- Sou o único da escola que não tem sapatos.
A mãe, pobre, acalentava o filho nos braços e chorava também.
Um dia, o filho deixou de chorar.
- Veio um menino para a nossa escola. Anda de cadeira de rodas. Não tem pés.
E o rapazinho pobre nunca mais chorou por andar descalço.”
 
Muitas vezes, é comparando as nossas pequenas dores com outras dores maiores, que aprendemos a valorizar os dons que nos foram concedidos.
 
Sempre tentei transmitir esta mensagem aos meus filhos. É esta postura que permite encarar o dia com um sorriso nos lábios, embora saibamos que, ao chegar a noite, lágrimas vão rolar. Mas essas, ocultamos.
Por isso, há gente que não entende como vivemos a sorrir.
 
A.P.
 
 

Desabafos de alemvirtual às 08:32
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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

Desejo de Mãe

 

 

 

 

(Foto retirada de www.tibagi.pr.gov.br/.../images/rio_tibagi.jpg)

 


Desabafos de alemvirtual às 15:44
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Um Hino ao Amor e à Natureza

 

Adoro Andrea Bocelli (entre outros intérpretes do género). Lembrei-me dele e de como algumas das suas canções (se não todas) são verdadeiros hinos à Natureza, ao Amor, à bondade...

 

 

CANTO DELLA TERRA

Si lo so
Amore che io e te
Forse stiama insieme
Solo qualche istante
Zitti stiamo
Ad ascoltare
ll cielo
Alla finestra
Questo mondo che
Si sveglia e la notte e`
Gia cosi lontana
Gia lontana
Guarda questa terra che
Che gira insieme a noi
Anche quando e buio
Guarda questa terra che
Che gira anche per noi
A darci un po' di sole, sole, sole

My love che sei l'amore mio
Sento la tua voce e ascolto il mare
Sembra davvero il tuo respiro
L'amore che mi dai
Questo amore che
Sta Li nascosto
In mezzo alle sue ande
A tutte le sue onde
Come una barca che

Guarda questa terra che
Che
gira insieme a noi
anche quando e' buio
Guarda questa terra che
Che gira anche per noi
A darci un po' di sole, sole, sole
Sole, sole, sole

Guarda questa terra che

che gira insieme a noi
A darci un po' di sole
Mighty sun
Mighty sun
Mighty sun



Desabafos de alemvirtual às 17:53
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Oração

 

img341/1240/paula1mu7.png

Hoje, coloco uma foto minha para que assuma, integralmente, com um rosto e um nome, a fé que desejava aumentar cada dia. Sem fanatismos religiosos ou pseudo-religiosos, sem obsessão, despojada de grandes virtudes, pecadora, imperfeita...assim sou eu. Apesar de tudo e da minha humanidade, por vezes tão afastada do divino, eu creio.

"Quem nunca pecou que atire a primeira pedra"

 

Um dia, alguém disse “SIM”...

Sem reservas...sem receios... sem interrogações...

Apenas “SIM”.

Nesta simplicidade encerra-se uma entrega total, um confiar, um acreditar...

É um “SIM” que transformou o Mundo!

É um “SIM” que pode transformar o coração,

Trazer luz onde há trevas

Amor onde há ódio

Paz onde há guerra

Dizer SIM a Jesus é dizer SIM à VIDA...

Eu digo “sim” a Jesus:

Aceita-me Jesus tal como sou,

Aceita os meus dias, eu te agradeço por eles

Aceita minha alegria, estou alegre contigo

Aceita minhas mágoas, recebe-as com amor

Aceita minhas limitações, ajuda-me a ser melhor

Aceita todo o meu Ser, ele pertence-te

 

Eu digo “sim” ao Outro...

É quando penso ter feito o impossível que estou pronta para começar

É num olhar de carinho que se aceita o próximo

É num sorriso de amor que se ilumina o dia

É uma palavra terna que alimenta o coração

 

Somos ricos de olhares, de sorrisos, de palavras. Ajuda-me Jesus a partilhar estes dons para multiplicar minha riqueza.

É tão simples... Mas são as coisas mais simples as mais difíceis de entender.

Ajuda-me, pois, a explicar e a entender a simplicidade.

Eu sei que por trás das nuvens escuras há um Sol que ilumina.

Tal como ninguém consegue esconder a luz do Sol, também a Tua Luz não se pode esconder.

Eu quero espalhar essa Luz... nasce no aconchego do coração... inunda a alma... transborda pelos olhos, pelo sorriso, pelas mãos... vai tocando e iluminando o Mundo.

Ajuda-me, pois, a ser uma chama, mesmo pequenina, para iluminar a vida, os corações de quem me rodeia e que estes vão iluminando outros corações, numa cadeia de amor que se propaga e ninguém pode parar... Porque não há maior liberdade do que estar preso por amor.

Esta é uma terna prisão... amar Jesus... também Ele sentiu também a dor e a injustiça do Mundo tal como tu, tal como eu...igual a todos nós.

Nesta vida, sejamos todos luzinhas brilhantes, acesas com um SIM a Jesus.

A. P. Pinto


Desabafos de alemvirtual às 14:57
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Ser criança

Para ler com Os Olhos do Coração


Ser criança
É ser herói
É ser artista
É ser protagonista
É ser pintor, poeta e escritor
É ser índio e cowboy
Ser criança é ser o sonho, o futuro e a esperança
Ser criança é aventura, é desafio
É ser conquistador
É rir e brincar
É inventar novas formas de ser criança

Há quem não possa ser criança
Não conheça um palhaço, um balão,
Viva sem sentir o gosto da fantasia
Conheça a fome e o frio
Crianças de vida vazia

Há quem não tenha sequer um lápis, um papel,
O direito a viver, a brincar, a crescer e aprender
Sinta o terror e opressão
Essas vivem sem amor nem ilusão
Conhecem a injustiça, a violência e exclusão,
Não sabem que SER CRIANÇA é ter magia
É ser no presente, a promessa do futuro
De um mundo mais justo, mais humano e tolerante
A criança não sabe, mas confia…

A criança não conhece fronteiras
Não vislumbra o amanhã
Não sabe o que são direitos nem defende teorias
A criança só deseja ser amada

A.P.

 

(Foto retirada de  sic.sapo.pt/online/noticias/vida/8650554.htm)


Desabafos de alemvirtual às 08:58
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Trovoada

Quando o dia nasceu, nada fazia prever a fúria que iria assumir.

Sempre tive medo de trovoadas. Embora, hoje, menos que quando era criança, a trovoada e as tempestades, ainda me fazem tremer. A fúria dos elementos da Natureza mostra claramente a sua superioridade, indomáveis...contrastanto com a minha fragilidade humana.

Há muito tempo que as trovoadas de Maio ou as noites de Inverno tempestuosas, deixaram de marcar presença assídua e constante, nas épocas a que estávamos habituados. A imprevisibilidade é, cada vez mais, uma certeza. O carácter ciclíco da Natureza e dos seus fenómenos, contradizem a sabedoria popular e desafiam o mundo científico, levantando novas questões e outros modelos de abordagem e explicação. O Homem quis dominar, mas a Natureza, ironicamente, escapa-lhe cada vez mais ao seu controle.

A manhã escureceu rapidamente. Qual manto nocturno, as nuvens agitadas, espessas, carregadas, abateram-se sobre a terra...corriam velozes em diferentes direcções, como se guiadas por bússola descontrolada. Rajadas de vento varriam a rua e o jardim. No ar, rodopiavam folhas secas e o "meu" cão, aterrorizado procurava refúgio em casa, encostando o seu dorso enorme contra mim, implorando protecção. Recompensa mais que justa pela segurança que a sua presença me transmite... dei-lhe umas palmadinhas na sua cabeça peluda e macia, sussurrando-lhe: "calma....calma".

Ninguém pode ficar indiferente ao espectáculo majestosos da Natureza colérica.

Como se o prelúdio daquela sinfonia desgovernada tivesse atingido o seu limite, o rugido do vento amainou...o brilho metálico e ofuscante do relâmpago parou e esta aparente acalmia cedeu lugar a grossas bátegas de água...um, dois, três pingos marcados no chão e, de repente, uma torrente de água desabou...

De seguida, novamente o ribombar do trovão, cada vez mais perto...as paredes estremeciam... À memória, veio-me uma oração velhinha, que em criança a minha mãe me tinha ensinado, para rezar quando fizesse trovoada:

 

"Santo António se levantou, seu sapatinho calçou. Chegou ao meio do caminho, Nª Srª encontrou.

- Onde vais Santo António?

- Vou espalhar as trovoadas que sobre nós andam armadas.

- Espalha lá para bem longe, onde não haja eira nem beira, nem raminho de oliveira, nem fiozinho de lã, nem gente cristã.

Amén."

 

A trovoada passou. Aqui e ali, por detrás de algumas nuvens persistentes, pedacinhos de céu azul começaram a espreitar.

Sorri. Tal como em criança sorria.

 

 

 

A.P.


Desabafos de alemvirtual às 10:39
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

As nuvens choraram...


 

 

Há dias de sol, tal como ontem e dias sem sol, tal como hoje.

Há dias e pessoas com sol e dias tristes e sombrios como outras pessoas.

Há vidas sem sol e vidas com sol. Sobretudo, há pessoas radiosas como o sol e pessoas que teimam em espalhar sombras na vida, como uma nuvem cinzenta encobrindo o sol. Há pessoas que vivem zangadas com a vida, com os outros e com elas próprias. Reclamam. Lamentam-se. Afundam-se em acessos de raiva mal contida, de frustração infundada e em egoísmo no seu reduzido mundo. Nada basta. Nada é suficiente. Nada é justo. E os dias escoam-se...e a vida passa...e arrastam consigo o travo amargo do descontentamento...

Eu tenho um sol na minha vida. Mesmo com o céu cinzento e escuro ela descortina sempre um raio de luz para alegrar o seu e o meu dia. No jovem firmamento dos seus dias, nuvens espessas, ancestrais no seu destino, teimam em mostrar a sua face sombria. Numa coragem indescritível ela acredita que, para além desse manto escuro, existe um pedaço azul à sua espera. Gosto de pessoas assim. Todos deviam ser assim. É maravilhoso partilhar a vida com alguém que continuamente agradece a dádiva de cada dia, apenas porque vive cada momento. Sem desistir, sem esmorecer, numa luta sem tréguas contra o desânimo. Inconformada...estóica, como só ela consegue ser.

Quando entrei no autocarro, chovia. Uma chuvinha persistente tombava do manto cerrado do céu. Chorava. Lágrimas caíam... discretamente, sulcavam a face da mãe. Chovia. As nuvens também choravam. Talvez fundidas na mesma dor... De mãos dadas, silenciosamente... No hospital, o sol brilhou. No olhar profundo de uns enormes olhos castanhos, a luz afugenta a sombra do dia.

O coração de mãe sossegou. E as nuvens deixaram de chorar...

 

A.P.


Desabafos de alemvirtual às 16:01
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Oração de S. Francisco de Assis

 

Senhor,

Fazei-me instrumento de Vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre,

Fazei que procure mais consolar, que ser consolado;
compreender que ser compreendido;
amar, que ser amado.

Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que vive para a vida eterna.

A.P. (Mais que a simples repetição de uma das mais belas orações, é a afirmação, mais ou menos pública, de um projecto de vida ainda não alcançado...talvez nunca o seja...mas é na busca que se encontra a essência da vida)


Desabafos de alemvirtual às 09:59
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